

Beatriz Moreno
Certo dia, uma professora da disciplina de Comunicação
Oral e Escrita, chamada Elielza, fez uma proposta para turma do curso de
Vestuário. Ela queria que todos criassem um conto de tema livre. A classe inteira
se animou e não paravam de conversar sobre o que iriam escrever.
Gustavo, um dos alunos, quis escrever sobre um pudim e,
Samir, quis fazer um “conto gótico”. Logo, todos se afastaram um dos outros
para começar a se concentrar. Porém, Beatriz, não tinha ideia do que iria
escrever e então pensou:
“Talvez eu conte sobre minha história de vida... Mas é
uma mesmice!”
“Se eu contar um sonho que eu tive, será que vão rir de
mim?”
“Acho que vou fingir passar mal e sair da sala...”
Depois de um silêncio aterrorizante, alguns dos alunos
começaram a soltar “spoilers” (uma prévia do que estaria escrevendo). Samir
resolveu não fazer um “conto gótico”, Larissa e Aila não fizeram um conto sobre
o príncipe do pop. Gustavo começou que estava fazendo uma fábula. E Beatriz
continuava a pensar:
“A professora deve estar achando que somos loucos!”
“Samir, desliga o celular! Seja técnico!”
“Vou escrever sobre qualquer coisa que eu pensar em
3...2...1...”
- Terminaram?
Um comentário:
Beatriz, vc leva jeito... continue escrevendo.
"...quem somos nós, quem é cada um de nós senão uma combinatória de experiências, de informações, de leituras, de imaginações? Cada vida é uma enciclopédia, uma biblioteca, um inventário de objetos, uma amostragem de estilos, onde tudo pode ser continuamente remexido e reordenado de todas as maneiras possíveis" (Ítalo Calvino)
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